A onda sobre o rochedo é um pássaro,
é medo,
Mas, sobretudo, é a vida que ora
grita, ora cala,
Como uma órfã muda na obscura
noite de mim.
Eu, degredado no abismo de água,
pedra e sal,
Onde rugas tecem o tempo e o que
não é tempo
E onde meus olhos guardam
auroras e poentes
Desse teu corpo marítimo, solar,
quase boreal.
Ali, antes, no improvável
tempo, beijei teu lábio.
Eu, íntimo das insônias e das
palavras parvas,
Amei-te como o vento à lua num
deserto arábio,
Percorrendo dunas, sombras, curvas,
paisagem,
Bebendo lua, estrelas, oásis,
como um beduíno,
Até saciar a minha insaciável
sede de ti, amada,
E descobrir que o amor é tudo/nada:
é miragem.

Boa noite, Nivaldo!
ResponderExcluirGostei muito do poema e de outras escritas que encontrei por aqui. Ótimo blog. Parabéns!
Obrigado, José Eron, fico feliz de que tenha gostado do blog, mesmo estando um tanto quanto desatualizado. Abraços.
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